A interação social de um autista no início da vida é sempre um pouco mais difícil. É como um quebra-cabeça com encaixe diferente, em que sentido? As pessoas ''ditas normais,'' pelo menos a maioria tendem a abordar assuntos diferentes do interesse da criança autista. Quando interagem, elas ''estranham'' o comportamento, as ''manias,'' estereotipias, características autistas em geral. É comum as crianças ditas normais não compreenderem as crianças autistas por causa disso. Quando uma criança autista olha pouco nos olhos, as outras crianças que são diferentes desta (a autista) não entendem o porque que isso ocorre, algumas até questionam o porque que o amigo autista é assim.
Brincar de jogar bola com as crianças típicas é um pouco ''massante'' para uma criança autista, algumas ''enjoam'' muito rápido, ou não interessam em interagir nesse ponto. Se não tem coordenação motora para amarrar os sapatos, a criança autista não quer ser muito cobrada pelas típicas, ou se querem aprender a amarrar o tênis sozinhos, as crianças típicas devem ter paciência para isso. A melhor opção é o professor descobrir qual das crianças é a mais calma e a mais paciente. Crianças simpáticas ajudam na interação social dos autistas, digo isso por mim mesmo.
Porque eu digo que ''as crianças simpáticas ajudam a criança autista a se interagir?'' Quando a criança típica se interessa em aprender com uma criança autista, fica bem mais fácil aprender a interagir. São poucas as crianças que possuem simpatia o suficiente para ajudar o amigo autista a interagir. {...} Para a interação social de uma criança autista melhorar, é necessário que o professor, consiga usar métodos para o desenvolvimento cognitivo e intelectual melhorar, fora a interação social. O professor precisa explicar aos alunos o que é o autismo, e explicar também que os autistas ''não vivem apenas no seu próprio mundo'' e sim precisa de simpatia.
Se a criança típica não interagir, ou interagir pouco, o amigo ou colega autista não vai se sentir seguro, é necessário que haja interação entre eles, o que na realidade é bem difícil. ''Por experiência própria, eu precisava de alguém para conversar na escola, porém poucos me davam atenção e apenas conversavam entre si.''
A tendência hoje em dia é essa: ''As crianças típicas gostam mais de conversar entre si, sendo poucas as crianças que conseguem manter um diálogo com uma autista.''
E quando a criança autista é sensível a barulho? As crianças tendem a gritar em festas, aniversários, comemorações, enfim. A criança autista gostaria muito de interagir em festas, porém o que faz evitar a interação são os barulhos bruscos e a aglomeração de pessoas no local.
A outra tendência: A criança autista pode não conseguir conversar com mais de duas pessoas ao mesmo tempo. Porque isso acontece com algumas crianças e adolescentes? Porque o cérebro não processa tanto assim, fica desorganizado, fazendo com que a criança ou um adolescente autista prefira realizar uma atividade de cada vez, ou conversar com uma só pessoa, principalmente em lugares silenciosos. {...}
Quando duas ou mais pessoas falar ao mesmo tempo, o cérebro de um autista pode não processar bem nesse quesito certo? A criança ou um adolescente não consegue entender as conversas, por isso as informações quando chegam ao cérebro, são mal interpretadas. (depende de cada caso)
Nada é mais importante do que a comunicação certo? Não cobre muito das crianças autistas, pois elas necessitam de compreensão. E quando a criança autista possui memória boa?
Outra tendência sem ser generalista, pois esse não é meu objetivo. Uma criança autista pode gravar com facilidade e citar tudo aquilo que aprendeu durante as aulas.{...} E quando a criança autista usa a sua super memória durante a conversa? Isso pode até ser bom, principalmente quando as outras crianças querem aprender tal matéria com seu colega autista. Teorias da Mente e Super memória --- As tendências da Mente Autista.
A criança autista usa o seu hiperfoco, e quando a mesma não consegue sair do assunto? Simples. Na escola, o professor deve ter consciência que a criança autista deve usar o seu hiperfoco apenas em ocasiões específicas, pois o hiperfoco pode contribuir para o futuro. Não recomenda ''cortar'' de vez, e outra coisa, tudo depende do Processo de Amadurecimento e de qual nível a criança se encontra. {...} Hiperfoco e Interação Social, o Desafio da Vida Escolar entre Crianças Autistas.
Bom, para concluir, é muito importante saber que é uma tendência uma criança autista aprender mais rápido do que muitas crianças típicas. Isso não significa que a inteligência é um critério que define o autismo como um todo, isso não! Porém quando a criança autista aprende rápido, o que o professor faz? Ele admira seu aluno. Porém quanto ao critério das estereotipias e manias, o professor pode até cobrar do aluno autista.
Qual é o método para as estereotipias não se manifestarem? Simples. A criança precisa ocupar a mente, escrever, ela quer auxiliar o cérebro a processar e quando isso não acontece? As estereotipias se manifestam.
Leonardo Ricardo.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Conheçam o mundo de fantasias - Espectro Autista e Atualidade
Mente visual ajuda na invenção de histórias realistas.
Como vocês já sabem, a palavra autismo é o mesmo que viver no próprio mundo, para alguns esse ''mundo'' é conhecido como ''o mundo interno de fantasias'' pois a mente de um autista consegue inventar muitas coisas. Como definir o mundo de fantasias? ''Um autista pode inventar histórias, até mesmo realistas, penso eu.''
Como a mente autista funciona de maneiras diferentes de uma mente não-autista, também conhecida como ''neurotípicos'' o mesmo que ''ditos normais,'' é possível que quando entro eu ''meu mundo'' como muitos dizem por aí, começo então a ter novas ideias e usar minha imaginação. ''A mente de um autista é imaginária, pois essa é a função de uma mente pensante, logo um autista pensa muito e pode falar pouco.'' (Minha versão e minha tese, pois compreendo que existem autistas que também são tagarelas)
O mundo de fantasias é rico, e um autista pode se aprofundar nesse ''mundo'' para aperfeiçoar suas ideias e teorias. Não é a toa que a própria Temple Grandin inventou a máquina do abraço para amenizar toda a sua ''agonia.'' ''O mundo interno de fantasias não define a inteligência, porém quando um autista inventa algo, não quer dizer que o mesmo tenha inteligência, sua mente é rica em ideias e pode aperfeiçoá-las com mais facilidade.''
Quando um autista inventa uma história bastante realista, que impressiona o público, ele utiliza um método que talvez seja interessante, sua mente visual. Quando se pensa em imagens, se torna mais fácil para um autista inventar uma história, isso não funciona com todos certo? Porém o que eu quero dizer é que, com o pensamento visual, cada episódio que aparece na mente de um autista, pode fazer com que se torne uma história bem contada.
Creio eu que o mundo de fantasias, pode fazer parte da memória visual, ou seja, quando a mente de um autista fotografa as imagens, se associa a criatividade em alguma área, uma delas é inventar histórias, podendo ser baseadas em vida real, ou não.
Um bom inventor de histórias inicia o primeiro capítulo como sua mente visual. Cria-se personagens e dá nome a cada um deles.
Com sua mente visual e memória fotográfica, um autista inventa uma situação e começa a usar seu raciocínio e sua mente visual para escrever sua história em que vai inventar, que prossiga a situação que vem do cérebro para o papel, até que as primeiras páginas fiquem repletas de situações.
Depois que um autista consegue terminar o primeiro capítulo da sua história inventada, ele começa a ir para o segundo capítulo e inventar outra situação, outa cena, usando a sua mente visual e sua memória fotográfica. Que prossiga sua invenção, até chegar ao meio, onde momentos de suspense ocorre.
Depois de encher suas páginas de capítulos, enfim, ele chega ao meio da história, onde aumenta os momentos de drama e suspense. Com sua mente visual trabalhando e suas ideias florescendo e dando frutos, um autista inventa uma situação de drama e suspense e esse é o meio da história. Quando um autista entende muitas metáforas, o mesmo começa a utilizar esse método, quando não utiliza, fica bem mais discreto.
Enfim, as ideias de um autista vão aperfeiçoando, até chegar ao final da história. Quando um autista quer terminar sua história inventada por intermédio do mundo de fantasias, o mesmo quer chegar ao final feliz certo? Logo a situação dos personagens criados pelo inventor autista muda e tudo começa a ficar mais alegre e agradável aos leitores. Quando essa história inventada é boa de se ler, então essa história inventada se torna um livro publicado. Depois de ter publicado seu primeiro livro, um autista, depois de meses de trabalho e de inspiração, então ele começa a ler e reler o seu próprio livro, já com título específico para sua história e com as situações criadas pelo autor em ordem. Esse pode ser o mundo de fantasias de um autista, porém tudo depende de como você irá usar o seu raciocínio lógico e que prossiga as suas ideias.
Leonardo Ricardo dos Santos
Como vocês já sabem, a palavra autismo é o mesmo que viver no próprio mundo, para alguns esse ''mundo'' é conhecido como ''o mundo interno de fantasias'' pois a mente de um autista consegue inventar muitas coisas. Como definir o mundo de fantasias? ''Um autista pode inventar histórias, até mesmo realistas, penso eu.''
Como a mente autista funciona de maneiras diferentes de uma mente não-autista, também conhecida como ''neurotípicos'' o mesmo que ''ditos normais,'' é possível que quando entro eu ''meu mundo'' como muitos dizem por aí, começo então a ter novas ideias e usar minha imaginação. ''A mente de um autista é imaginária, pois essa é a função de uma mente pensante, logo um autista pensa muito e pode falar pouco.'' (Minha versão e minha tese, pois compreendo que existem autistas que também são tagarelas)
O mundo de fantasias é rico, e um autista pode se aprofundar nesse ''mundo'' para aperfeiçoar suas ideias e teorias. Não é a toa que a própria Temple Grandin inventou a máquina do abraço para amenizar toda a sua ''agonia.'' ''O mundo interno de fantasias não define a inteligência, porém quando um autista inventa algo, não quer dizer que o mesmo tenha inteligência, sua mente é rica em ideias e pode aperfeiçoá-las com mais facilidade.''
Quando um autista inventa uma história bastante realista, que impressiona o público, ele utiliza um método que talvez seja interessante, sua mente visual. Quando se pensa em imagens, se torna mais fácil para um autista inventar uma história, isso não funciona com todos certo? Porém o que eu quero dizer é que, com o pensamento visual, cada episódio que aparece na mente de um autista, pode fazer com que se torne uma história bem contada.
Creio eu que o mundo de fantasias, pode fazer parte da memória visual, ou seja, quando a mente de um autista fotografa as imagens, se associa a criatividade em alguma área, uma delas é inventar histórias, podendo ser baseadas em vida real, ou não.
Um bom inventor de histórias inicia o primeiro capítulo como sua mente visual. Cria-se personagens e dá nome a cada um deles.
Com sua mente visual e memória fotográfica, um autista inventa uma situação e começa a usar seu raciocínio e sua mente visual para escrever sua história em que vai inventar, que prossiga a situação que vem do cérebro para o papel, até que as primeiras páginas fiquem repletas de situações.
Depois que um autista consegue terminar o primeiro capítulo da sua história inventada, ele começa a ir para o segundo capítulo e inventar outra situação, outa cena, usando a sua mente visual e sua memória fotográfica. Que prossiga sua invenção, até chegar ao meio, onde momentos de suspense ocorre.
Depois de encher suas páginas de capítulos, enfim, ele chega ao meio da história, onde aumenta os momentos de drama e suspense. Com sua mente visual trabalhando e suas ideias florescendo e dando frutos, um autista inventa uma situação de drama e suspense e esse é o meio da história. Quando um autista entende muitas metáforas, o mesmo começa a utilizar esse método, quando não utiliza, fica bem mais discreto.
Enfim, as ideias de um autista vão aperfeiçoando, até chegar ao final da história. Quando um autista quer terminar sua história inventada por intermédio do mundo de fantasias, o mesmo quer chegar ao final feliz certo? Logo a situação dos personagens criados pelo inventor autista muda e tudo começa a ficar mais alegre e agradável aos leitores. Quando essa história inventada é boa de se ler, então essa história inventada se torna um livro publicado. Depois de ter publicado seu primeiro livro, um autista, depois de meses de trabalho e de inspiração, então ele começa a ler e reler o seu próprio livro, já com título específico para sua história e com as situações criadas pelo autor em ordem. Esse pode ser o mundo de fantasias de um autista, porém tudo depende de como você irá usar o seu raciocínio lógico e que prossiga as suas ideias.
Leonardo Ricardo dos Santos
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