Mente visual ajuda na invenção de histórias realistas.
Como vocês já sabem, a palavra autismo é o mesmo que viver no próprio mundo, para alguns esse ''mundo'' é conhecido como ''o mundo interno de fantasias'' pois a mente de um autista consegue inventar muitas coisas. Como definir o mundo de fantasias? ''Um autista pode inventar histórias, até mesmo realistas, penso eu.''
Como a mente autista funciona de maneiras diferentes de uma mente não-autista, também conhecida como ''neurotípicos'' o mesmo que ''ditos normais,'' é possível que quando entro eu ''meu mundo'' como muitos dizem por aí, começo então a ter novas ideias e usar minha imaginação. ''A mente de um autista é imaginária, pois essa é a função de uma mente pensante, logo um autista pensa muito e pode falar pouco.'' (Minha versão e minha tese, pois compreendo que existem autistas que também são tagarelas)
O mundo de fantasias é rico, e um autista pode se aprofundar nesse ''mundo'' para aperfeiçoar suas ideias e teorias. Não é a toa que a própria Temple Grandin inventou a máquina do abraço para amenizar toda a sua ''agonia.'' ''O mundo interno de fantasias não define a inteligência, porém quando um autista inventa algo, não quer dizer que o mesmo tenha inteligência, sua mente é rica em ideias e pode aperfeiçoá-las com mais facilidade.''
Quando um autista inventa uma história bastante realista, que impressiona o público, ele utiliza um método que talvez seja interessante, sua mente visual. Quando se pensa em imagens, se torna mais fácil para um autista inventar uma história, isso não funciona com todos certo? Porém o que eu quero dizer é que, com o pensamento visual, cada episódio que aparece na mente de um autista, pode fazer com que se torne uma história bem contada.
Creio eu que o mundo de fantasias, pode fazer parte da memória visual, ou seja, quando a mente de um autista fotografa as imagens, se associa a criatividade em alguma área, uma delas é inventar histórias, podendo ser baseadas em vida real, ou não.
Um bom inventor de histórias inicia o primeiro capítulo como sua mente visual. Cria-se personagens e dá nome a cada um deles.
Com sua mente visual e memória fotográfica, um autista inventa uma situação e começa a usar seu raciocínio e sua mente visual para escrever sua história em que vai inventar, que prossiga a situação que vem do cérebro para o papel, até que as primeiras páginas fiquem repletas de situações.
Depois que um autista consegue terminar o primeiro capítulo da sua história inventada, ele começa a ir para o segundo capítulo e inventar outra situação, outa cena, usando a sua mente visual e sua memória fotográfica. Que prossiga sua invenção, até chegar ao meio, onde momentos de suspense ocorre.
Depois de encher suas páginas de capítulos, enfim, ele chega ao meio da história, onde aumenta os momentos de drama e suspense. Com sua mente visual trabalhando e suas ideias florescendo e dando frutos, um autista inventa uma situação de drama e suspense e esse é o meio da história. Quando um autista entende muitas metáforas, o mesmo começa a utilizar esse método, quando não utiliza, fica bem mais discreto.
Enfim, as ideias de um autista vão aperfeiçoando, até chegar ao final da história. Quando um autista quer terminar sua história inventada por intermédio do mundo de fantasias, o mesmo quer chegar ao final feliz certo? Logo a situação dos personagens criados pelo inventor autista muda e tudo começa a ficar mais alegre e agradável aos leitores. Quando essa história inventada é boa de se ler, então essa história inventada se torna um livro publicado. Depois de ter publicado seu primeiro livro, um autista, depois de meses de trabalho e de inspiração, então ele começa a ler e reler o seu próprio livro, já com título específico para sua história e com as situações criadas pelo autor em ordem. Esse pode ser o mundo de fantasias de um autista, porém tudo depende de como você irá usar o seu raciocínio lógico e que prossiga as suas ideias.
Leonardo Ricardo dos Santos
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